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	<title>Comentários sobre: Sobre limites e responsabilidades</title>
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	<description>um olhar sobre o jornalismo capixaba</description>
	<lastBuildDate>Sat, 15 Aug 2009 11:16:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: rafaelpaesh</title>
		<link>http://metacobertura.wordpress.com/2008/05/06/sobre-limites-e-responsabilidades/#comment-81</link>
		<dc:creator>rafaelpaesh</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2008 20:34:50 +0000</pubDate>
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		<description>Marcos,
Sem dúvida a Web é uma excelente alternativa! Um dos textos para a próxima aula traz um exemplo de como o acompanhamento e a avaliação da cobertura dos grandes veículos sobre as eleições 2006 realizada pela blogosfera foi determinante para mudar o processo.

Mas também há outros caminhos: auto-regulação (ombudsmam, conselhos de redacção...), regulação externa (por meios de entidades independentes). Veja: a telefonia, eletricidade e todos os outros serviços públicos- mesmo sendo oferecidos por empresas privadas - são regulados por agências independentes de governos, porque a Comunicação Social não poderia nem deveria ser responsabilizada por seus produtos? Tem que responder pela qualidade do serviço que presta!
Controle social (observatórios da imprensa, entidades da área, leitores, ouvintes, telespectadores e usuários em geral podem e devem colocar a boca no trombone) 
e por último um bom e velho escrutínio pelos próprios pares. Jornalista que faz jornalismo tem que discutir a actividade e seus produtos com os colegas. Não pode se sentir mal por ser criticado. Se um advogado faz besteira, logo tem que responder na OAB. Um conselho de comunicação para avaliar o que os jornalistas andam fazendo cairia muitíssimo bem.

Toda essas alternativas não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com algum cerceamento da liberdade de imprensa.

Era isso, 

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos,<br />
Sem dúvida a Web é uma excelente alternativa! Um dos textos para a próxima aula traz um exemplo de como o acompanhamento e a avaliação da cobertura dos grandes veículos sobre as eleições 2006 realizada pela blogosfera foi determinante para mudar o processo.</p>
<p>Mas também há outros caminhos: auto-regulação (ombudsmam, conselhos de redacção&#8230;), regulação externa (por meios de entidades independentes). Veja: a telefonia, eletricidade e todos os outros serviços públicos- mesmo sendo oferecidos por empresas privadas &#8211; são regulados por agências independentes de governos, porque a Comunicação Social não poderia nem deveria ser responsabilizada por seus produtos? Tem que responder pela qualidade do serviço que presta!<br />
Controle social (observatórios da imprensa, entidades da área, leitores, ouvintes, telespectadores e usuários em geral podem e devem colocar a boca no trombone)<br />
e por último um bom e velho escrutínio pelos próprios pares. Jornalista que faz jornalismo tem que discutir a actividade e seus produtos com os colegas. Não pode se sentir mal por ser criticado. Se um advogado faz besteira, logo tem que responder na OAB. Um conselho de comunicação para avaliar o que os jornalistas andam fazendo cairia muitíssimo bem.</p>
<p>Toda essas alternativas não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com algum cerceamento da liberdade de imprensa.</p>
<p>Era isso, </p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Por: Marcos Alves</title>
		<link>http://metacobertura.wordpress.com/2008/05/06/sobre-limites-e-responsabilidades/#comment-80</link>
		<dc:creator>Marcos Alves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2008 20:15:39 +0000</pubDate>
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		<description>Agora sim, depois de detectar os posts sobre a cobertura do caso Isabella, gostaria de comentar (deixo no último, apesar de ter lido todos os outros) sobre alguns trechos que me chamaram a atenção:

&quot;É o imperativo do mercado que é parte constitutiva de qualquer redação.&quot;

&quot;O culto ao espetáculo e a submissão aos registros da audiência têm ocupado espaço em alguns meios de comunicação.&quot;

&quot;A incapacidade dos jornalistas de avaliar minimamente a própria atividade, seu próprio fazer, beira ao absurdo.&quot;


Para alguns, os períodos acima soariam como opinião. Para mim, são fatos. E, diante desses fatos, vem-me um questionamento: como fugir disso? Penso que contar com o bom senso e o empenho de jornalistas, de um modo geral, é, no mínimo, ingenuidade. Claro, existem ótimos profissionais, mas são raros. Muito frequentemente, tenho a sensação de que o jornalismo é uma espécie de terra de ninguém, sem limites, e que os meios de comunicação, a imprensa, não dispõe de nada que possa EFETIVAMENTE apontar-lhe seus erros, cobrar melhorias etc. Infelizmente, parece que a imprensa crê que está acima da verdade, que não comete equívocos e, pior, que não precisa de ninguém para avaliar seu trabalho. Acredito que uma das possibilidades de alterar esse quadro seja a emergência da chamada web 2.0. Mas será que ela por si só será capaz?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agora sim, depois de detectar os posts sobre a cobertura do caso Isabella, gostaria de comentar (deixo no último, apesar de ter lido todos os outros) sobre alguns trechos que me chamaram a atenção:</p>
<p>&#8220;É o imperativo do mercado que é parte constitutiva de qualquer redação.&#8221;</p>
<p>&#8220;O culto ao espetáculo e a submissão aos registros da audiência têm ocupado espaço em alguns meios de comunicação.&#8221;</p>
<p>&#8220;A incapacidade dos jornalistas de avaliar minimamente a própria atividade, seu próprio fazer, beira ao absurdo.&#8221;</p>
<p>Para alguns, os períodos acima soariam como opinião. Para mim, são fatos. E, diante desses fatos, vem-me um questionamento: como fugir disso? Penso que contar com o bom senso e o empenho de jornalistas, de um modo geral, é, no mínimo, ingenuidade. Claro, existem ótimos profissionais, mas são raros. Muito frequentemente, tenho a sensação de que o jornalismo é uma espécie de terra de ninguém, sem limites, e que os meios de comunicação, a imprensa, não dispõe de nada que possa EFETIVAMENTE apontar-lhe seus erros, cobrar melhorias etc. Infelizmente, parece que a imprensa crê que está acima da verdade, que não comete equívocos e, pior, que não precisa de ninguém para avaliar seu trabalho. Acredito que uma das possibilidades de alterar esse quadro seja a emergência da chamada web 2.0. Mas será que ela por si só será capaz?</p>
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	<item>
		<title>Por: Izaias Faria Buson</title>
		<link>http://metacobertura.wordpress.com/2008/05/06/sobre-limites-e-responsabilidades/#comment-68</link>
		<dc:creator>Izaias Faria Buson</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 22:24:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://metacobertura.wordpress.com/?p=85#comment-68</guid>
		<description>Bem colocado Rafael, essa postura da imprensa de se colocar refém das fontes oficiais é bem cômoda. Isso porque muitas vezes a polícia erra, e a imprensa, por tabela, erra junto. Mas claro “qualquer problema a culpa é da polícia, foi ela quem falou”.

Essa situação me lembra muito o clássico caso da Escola Base, em que o Delegado de polícia que conduzia o caso “confirmou” à impressa a existência do crime. Munidos por essa declaração, os jornais execraram os suspeitos. Depois, descobriu-se que os acusados eram inocentes. Mas aí a M** já estava feita, e quem arcou com as conseqüências foram os acusados que tiveram suas vidas destruídas. Mas claro, para a imprensa, a culpa foi do delegado, porque foi ele quem falou.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem colocado Rafael, essa postura da imprensa de se colocar refém das fontes oficiais é bem cômoda. Isso porque muitas vezes a polícia erra, e a imprensa, por tabela, erra junto. Mas claro “qualquer problema a culpa é da polícia, foi ela quem falou”.</p>
<p>Essa situação me lembra muito o clássico caso da Escola Base, em que o Delegado de polícia que conduzia o caso “confirmou” à impressa a existência do crime. Munidos por essa declaração, os jornais execraram os suspeitos. Depois, descobriu-se que os acusados eram inocentes. Mas aí a M** já estava feita, e quem arcou com as conseqüências foram os acusados que tiveram suas vidas destruídas. Mas claro, para a imprensa, a culpa foi do delegado, porque foi ele quem falou.</p>
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