Tem assunto que entra na agenda midiática de uma hora para outra. Assim, sem mais nem menos, passa a ser onipresente. O telespectador pode mudar de canal, o ouvinte muda de estação, o leitor pode até comprar o jornal concorrente, não adianta: é impossível fugir do assunto. Dessa forma, não tem jeito. A agenda da mídia passa a ser a agenda pública. O que está nos meios de comunicação é assunto em todas as esquinas, permeia as discussões, pauta a conversa cotidiana.
Depois o assunto morre, ninguém mais ouve falar. Aquilo que era noticiado como muitíssimo importante – por isso mesmo com tanto destaque – cai no esquecimento. Até a imprensa, que só falava e pensava no tal assunto, o esquece. O que se dirá então da memória da população, se ela nunca é consultada na hora de definir esses temas? Mais fácil ainda de esquecer.
Esse funcionamento é generalizado. Não é privilégio de nehum meio ou empresa específica. Também não é restrito a uma região. Aqui no Espírito Santo não é diferente.
Este post é uma pequena contribuição para relembrar alguns assuntos que são muito importantes, mas que já foram esquecidos pela cobertura da nossa imprensa.
1) O que aconteceu com a ação do Ministério Público Estadual que proibia a cobrança dos estacionamentos privados na primera hora de uso, e que obrigava a cobrança fracionada?
2) Que fim levou a ameaça do governo do Estado de retomar (encampar) a concessão da Rodosol?
As sugestões para incremento dessa lista são muito bem-vindas.




Oi, Rafael! Esse “falar muito” midiático sobre algo, geralmente esvazia as discussões a respeito no âmago social. Falta a consciencia de que a mídia não pauta de fato os interesses da sociedade, mas sim, aquilo que ela acredita ser interesse público.
Olá Sérgio,
Acho que a possibilidade de o discurso mediático esvaziar, ou não, as discussões vai depender do tipo de cobertura. Quando ela é bem feita, ao invés de esvaziar, pode qualificar muito o debate sobre determinado assunto.
Pois é, concordo totalmente com você. Penso que faltam mecanismos de controle social da mídia, para que a gente possa falar, realmente, que ela defende os interesses da sociedade. É por isso que escrevi que ninguém é consultado na hora de definir o que os temas. Aí vira mesmo aquilo que se diz ser de interesse público. Ora, mas aí, muitos poderão argumentar: e quem é que define o que é o intersse público? Acredito que isso se dá no debate. Precisa ser, necessariamente, o produto de algo construído coletivamente.
Valeu o comentário cara, e volte sempre.
Abraço