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Posts Tagged ‘Jornalismo’

Aproveitando o momento ‘final de semestre’ deixo aqui o link dos blogues mantidos pelos alunos da disciplina de TPJME: on line, ministrada por mim, na Ufes.

Ana Carolina Gomes Araújo: http://www.cinema123.wordpress.com/

Ana Cristina e Joyce Castello: http://whysoseriously.blogspot.com/

Aidê e Katler : http://www.estagiodevivenciaes.wordpress.com

Camila Botacin: http://comportame.blogspot.com/

Carolina e Ellen: www.maniadeler.wordpress.com

Cristiane Britto e Carla Sá: http://conexionquepasa.blogspot.com/

Fiorella Nunes Gomes: http://salada-tropical.blogspot.com

Flávia Rangel: http://trilheira.blogspot.com/

Gabriela Leal e Monique Tassar: http://newspoppin.blogspot.com/

Gabrielle Tallon: www.construidoparadeus.wordpress.com

Jananda Soares: http://balaiomusical.blogspot.com/

Michelli de Souza: http://culturanaperiferia.blogspot.com/

Rafael Moura e Marcus Vinícius: http://passecerto.wordpress.com/

Rodolpho Paixão e João Guerra: http://diretodasaladejustica1.wordpress.com/

Taynã Feitosa: www.leestening.blogspot.com

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                                                               crédito: blogperolas

 

Em comentário postado aqui hoje, o amigo, jornalista e leitor deste blog, Flávio Gonçalves, usou da sua boa memória para deixar uma interessante sugestão: “como comparar a cobertura do caso ‘governo Paulo Hartung quer retomar concessão da Rodosol’ com a cobertura da iniciativa do governo da Bolívia de retomar a produção de hidrocarbonetos?”

Num primeiro momento pode até parecer que os dois casos são muito diferentes. Nacionalizar todas as operações de gás e petróleo é uma coisa, retomar a concessão de uma ponte e rodovia é outra completamente distinta. Mas, de fato, nos dois casos, a questão fundamental é a mesma. Tanto Hartung como Morales usaram a mídia como palanque para fazer severas críticas a contratos assinados por governos anteriores aos deles. Os dois reclamaram de desequilíbrio, desvantagens e distorções que estariam expressas nesses contratos.

O que mudou foi a estratégia utilizada para romper, ou pelo menos rever, as obrigações contratuais. Enquanto o primeiro prefere usar da credibilidade de uma respeitada fundação de pesquisas – a Fundação Getúlio Vargas (FGV) – para provar a necessidade de se rediscutir os valores dos pedágios e as obrigações da concessionária, o outro foi muito mais truculento. Por decreto, Morales nacionalizou o setor de gás e petróleo no dia 1º de maio de 2006. Chegou a colocar o exército nas instalações de uma refinaria da Petrobras na Bolívia, para que as emissoras de televisão pudessem fazer as imagens. Nacionalizar as operações de hidrocarbonetos era uma promessa de campanha, e as eleições para o parlamento boliviano foram realizada logo depois desse ato simbólico. É fácil concluir que o presidente Evo Morales jogou para a platéia. Depois de tudo, ele sentou-se com o presidente Lula para redefinir, principalmente, o preço que a Petrobras passaria a pagar pelo metro cúblico de gás natural boliviano. O reajuste seria para mais, é claro!

Mas o que se coloca aqui é como a mídia capixaba retratou cada um dos dois episódios. O que vocês acham? Muitas diferenças?

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Em um texto que já se tornou um clássico para quem estuda o jornalismo e suas práticas, o historiador norte-americano Daniel Boorstin (foto acima) chama a atenção para o surgimento daquilo que ele chamou de pseudo-evento. O artigo em questão – A Flood of Pseudo-Events – foi publicado pela primeira vez no livro The Image, há quase 50 anos (1961). Boorstin definia esse tipo de fenômeno como eventos não-expontâneos que são planejados para, e de acordo, com a conveniência da mídia. Esses eventos seriam realizados com um único objetivo: serem plantados e divulgados pela imprensa para dar visibilidade a alguém ou a alguma empresa ou organização, independentemente de haver ou não valor-notícia que justifique a sua cobertura. Aqui no Brasil esse tipo de fenômeno é mais frequentemente traduzido por ‘evento midiático’.

Quarenta e sete anos depois da publicação do artigo, ele ainda permanece bastante atual. Os pseudo-eventos continuam sendo realizados e estão diariamente nas páginas dos jornais. Dá mesmo resultado, é batata. Mas vejo que há um agravante: parece que hoje, a mídia depende tanto desses eventos, que, por isso mesmo, em muitas circunstâncias, é ela mesma quem cria os pseudo-eventos. Parece que ela se acostumou tanto ao fenômeno que agora não pode mais viver sem ele.

Ontem, (24/03), o jornal A Gazeta publicou a seguinte reportagem, na editoria de dia-a-dia:

Perseguição em desembarque especial

Andreia Schwartz foi condenada por vários crimes e ficou presa nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, depois de assinar um documento de deportação, Andreia Schwartz ganhou status de celebridade. Ela chegou ao Estado por volta das 22h30 do último sábado, no vôo 1656, da Gol, e precisou de muitos malabarismos para despistar dezenas de jornalistas que a aguardavam no saguão do Aeroporto, como fez ao desembarcar horas antes, em São Paulo. […] [grifos meus]

A notícia foi pautada por toda a mídia nacional: denúncias ligaram a capixaba Andréia Schwartz ao escândalo que derrubou o ex-governador de Nova Iorque, Eliot Spitzer, em meados deste mês. Pelo menos foi isso que a imprensa dos Estados Unidos publicou. Está certo que o suposto envolvimento da moça, por si só, já seria motivo suficiente para que a mídia local procurasse ouvir a emigrante, na volta dela para casa. Até aqui, nada difícil de se concordar. O problemático é o que vem a seguir. Na cobertura do caso, a imprensa glamourizou a acusada. A mídia transformou o seu retorno equivalente à chegada de uma pop star em uma turnê pela América Latina.

Como o próprio texto indica, foi a própria imprensa que criou a armadilha em que caiu. Os veículos funcionaram como verdadeiros coveiros de suas próprias covas. O mais interessante é que, pelo que se pôde ler na imprensa do Espírito Santo nesta segunda-feira, parece que Andréia Schwartz sabe muito bem disso. A capixaba provou que entende como ninguém o funcionamento da mídia. E a partir desse conhecimento, pretende deitar e rolar como bem entender (sem trocadilhos infâmes).

Ela agora só dá entrevista mediante pagamento de cachê. Ponto para ela!

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